.
.
.
......................................................................................ao meu amigo JP
se tiver de admitir.te entre a aventura e a certeza
sei que saltarás do primeiro risco para o segundo
em demanda de novas afirmações onde te confundirás
com o vulto pardo da sombra sem contornos e sem
lugar preciso
melhor assim!
poderei imaginar.te riscado e distorcido numa velha
folha de papel enquanto o comboio da sanidade
desce em demanda de um outro princípio ( agora )
que o teu nome se aproxima da estação e tu velho
peregrino de sonhos poderás finalmente atracar
em Ítaca sem que aquela mulher que um dia se
deteve à porta do hotel à espera de um abraço se
afaste dividida entre a dúvida e o espanto
pior assim!
vozes dissonantes hão.de gritar.te endurecidas
punho erguido na trama de um outro tempo
"les petits bourgeois" insinuam.se na superfície
das frases e estas precipitam.se capciosas ao
teu encontro e tu
marinheiro de águas turvas deslizas de folha em
folha em busca do mar do sol de mil sóis onde
o teu reflexo perdurará no galanteio das noites
aberta a ferida ( e assim)
deixo.te em banho maria para detida à porta da sala
ouvir.te em onda tecendo vibrações de animal
acossado
num insistente e quebrantado elogio
-gary mcparland.
.
.
.
[des]construção .-este é um poema gerado ao arrepio de mim
.
.
.
estendo a minha mão e espero que a tua
se cruze com ela como se fôssemos os dois
braços abertos de uma mesma tesoura que
corta o caminho de regresso a casa e
onde me vejo forçada a ser ora tu ora eu
numa falácia que só a nós respeita antes
de pedir.te que me recontes pela vigésima
vez a história em que a tua boca/gruta
nos esconde e onde tu vestido do
mais puro e alvo linho sobes ao altar a
fim de demonstrar o demérito da minha
oposição
teimo em teclar.te e tu insistes no hábito de
avisar.me da fuga dos cristais como arma de
arremesso e ao lançar.me um último aviso
sabes que as garças paridas ao arrepio dos
deuses operam ( em mim ) um péssimo
sortimento
-escreve.me .tatua.me e se uma nuvem de
pássaros deslizar sobre a minha cabeça
vomita.me!
-rafal olbinski.
.
.
.
.
estendo a minha mão e espero que a tua
se cruze com ela como se fôssemos os dois
braços abertos de uma mesma tesoura que
corta o caminho de regresso a casa e
onde me vejo forçada a ser ora tu ora eu
numa falácia que só a nós respeita antes
de pedir.te que me recontes pela vigésima
vez a história em que a tua boca/gruta
nos esconde e onde tu vestido do
mais puro e alvo linho sobes ao altar a
fim de demonstrar o demérito da minha
oposição
teimo em teclar.te e tu insistes no hábito de
avisar.me da fuga dos cristais como arma de
arremesso e ao lançar.me um último aviso
sabes que as garças paridas ao arrepio dos
deuses operam ( em mim ) um péssimo
sortimento
-escreve.me .tatua.me e se uma nuvem de
pássaros deslizar sobre a minha cabeça
vomita.me!
-rafal olbinski.
.
.
de
gabriela rocha martins
a Bernardo Sassetti
.
.
.
......................................................................................................10 de maio
revisito.te em dó no rescaldo de uma breve nota
arrefecida sobre o piano
- é íntima a voz do adeus!
mãos ágeis acariciam.no e ele aberto à passagem
acompanha o en tard’ser lento de uma rosa que
preguiçosa segura a partitura sustentada por um
monólogo solar
uma espécie de começo imaginado em slow.motion
acompanha o filme e não a vida num sonho a solo ou
a várias mãos onde o génio solitário esmoreceu num
encontro com o mar
-não é tempo de partir!
mas partiste seguindo ( quiçá ) une petite lumière onde
o vermelho do teu sangue passa a reescrever.se a um
outro ritmo
-o das marés de fogo!
o velho piano de vísceras laceradas pela espera
arrefece o luto brando
..
.
.
.
......................................................................................................10 de maio
revisito.te em dó no rescaldo de uma breve nota
arrefecida sobre o piano
- é íntima a voz do adeus!
mãos ágeis acariciam.no e ele aberto à passagem
acompanha o en tard’ser lento de uma rosa que
preguiçosa segura a partitura sustentada por um
monólogo solar
uma espécie de começo imaginado em slow.motion
acompanha o filme e não a vida num sonho a solo ou
a várias mãos onde o génio solitário esmoreceu num
encontro com o mar
-não é tempo de partir!
mas partiste seguindo ( quiçá ) une petite lumière onde
o vermelho do teu sangue passa a reescrever.se a um
outro ritmo
-o das marés de fogo!
o velho piano de vísceras laceradas pela espera
arrefece o luto brando
um
improviso agrilhoado
..
.
de
gabriela rocha martins
[ (des)construção ] .-a loucura persegue.nos até ao fim
.
.
.
.................................................................................................5 de maio
após o primeiro embate em que o coração
prevalece a razão retoma o fio condutor das horas
e tudo regressa ao ritmo normal das pulsações
as árvores voltam a ocupar o seu lugar e os barcos
entregues às viagens feitas de palavras menores
caminham para dentro do ciclo da vida
às vezes somos confrontados com recaídas em
que os frágeis fios com que enganamos o olvido
dançam sozinhos e este sentado no chão das
ilusões maiores finge mergulhar no silêncio
precoce dum não haver sido
é necessário escrever a preto nas paredes brancas
do medo e se a loucura povoar o retorno
dos costumes bárbaros deixar que as profecias da
cor destruam as cidades
de norte a sul há novos mendigos que
carregam consigo a tristeza do lugar comum e na
boca silenciam um pouco de sol como se os
profetas lhes permitissem ser o acorde
dissonante do Rigoletto de Verdi
o mundo nobilita.os e ninguém se apercebe por
que desprovidos de nome de rostos e
de bilhetes de identidade gravitam em derredor
de nós transmutando.se em corpos cobertos
de espanto
com um sorriso por agasalho atravessam campos
e montes fingindo viver
deixam a mesa posta como túmulo
caminham devagar
soltam na sua passagem um rasto de tédio e
sem a ternura de um abraço rasgam a tristeza com
as feridas do esquecimento
os novos mendigos do meu país trazem no
rosto velhos rictus
-duy huynh
.
.
.
.
.
.................................................................................................5 de maio
após o primeiro embate em que o coração
prevalece a razão retoma o fio condutor das horas
e tudo regressa ao ritmo normal das pulsações
as árvores voltam a ocupar o seu lugar e os barcos
entregues às viagens feitas de palavras menores
caminham para dentro do ciclo da vida
às vezes somos confrontados com recaídas em
que os frágeis fios com que enganamos o olvido
dançam sozinhos e este sentado no chão das
ilusões maiores finge mergulhar no silêncio
precoce dum não haver sido
é necessário escrever a preto nas paredes brancas
do medo e se a loucura povoar o retorno
dos costumes bárbaros deixar que as profecias da
cor destruam as cidades
de norte a sul há novos mendigos que
carregam consigo a tristeza do lugar comum e na
boca silenciam um pouco de sol como se os
profetas lhes permitissem ser o acorde
dissonante do Rigoletto de Verdi
o mundo nobilita.os e ninguém se apercebe por
que desprovidos de nome de rostos e
de bilhetes de identidade gravitam em derredor
de nós transmutando.se em corpos cobertos
de espanto
com um sorriso por agasalho atravessam campos
e montes fingindo viver
deixam a mesa posta como túmulo
caminham devagar
soltam na sua passagem um rasto de tédio e
sem a ternura de um abraço rasgam a tristeza com
as feridas do esquecimento
os novos mendigos do meu país trazem no
rosto velhos rictus
cheiram
a Yves Saint Laurent
-duy huynh
.
.
.
de
gabriela rocha martins
[ (des)construção ] .-o que me resta do acordar do dia
.
.
.
...........................................................................................1 de maio
um traço a mais um traço a menos
um não traço ou um tudo nada de cansaço
traduzido neste abraço que trago em mim
um tudo nada de rio um tudo nada de mar
esculpidos neste fogo que pela manhã desliza e
se mais nada fica senão o que a terra beija
sobre mim ancora um resto de sonho que
no sono se esfuma
que é feito da pira onde o fogo se acende?
onde se almeja o canto livre ?
porque se calam os meus irmãos de sangue?
quem na foz se faz oceano?
signo!
um risco a mais um risco a menos
um não risco ou um tudo nada de cor
num vazio de gente que se perde na
curva da vida ou no desengano
que é feito do canto
que é feito
do verde?
silêncio!
um sufoco de voz
num rasgo de nós
-roberto ferri.
.
.
.
.
.
...........................................................................................1 de maio
um traço a mais um traço a menos
um não traço ou um tudo nada de cansaço
traduzido neste abraço que trago em mim
um tudo nada de rio um tudo nada de mar
esculpidos neste fogo que pela manhã desliza e
se mais nada fica senão o que a terra beija
sobre mim ancora um resto de sonho que
no sono se esfuma
que é feito da pira onde o fogo se acende?
onde se almeja o canto livre ?
porque se calam os meus irmãos de sangue?
quem na foz se faz oceano?
signo!
um risco a mais um risco a menos
um não risco ou um tudo nada de cor
num vazio de gente que se perde na
curva da vida ou no desengano
que é feito do canto
que é feito
do verde?
silêncio!
um sufoco de voz
num rasgo de nós
-roberto ferri.
.
.
.
de
gabriela rocha martins
[ (des)construção ] .-acendo a clareira dos afectos
.
.
.
desenho uma clareira acesa de carícias
nas folhas que se abrem ao abandono e
o meu olhar adentro cresce no fruto
macio que retenho na minha mão
baixo os olhos intemporais e o fruto
árvore entra de manso nas
páginas abertas onde se afaga o conto
a terra sabe a água e quando aberta à
escrita pousa
dolente
no jardim que preenche as sílabas
cresce o murmúrio do vento no rodopio
das casas que escapam ao frenesim do
meu fogo amante
cuida das lembranças o tempo moço
.
.
.
.
desenho uma clareira acesa de carícias
nas folhas que se abrem ao abandono e
o meu olhar adentro cresce no fruto
macio que retenho na minha mão
baixo os olhos intemporais e o fruto
árvore entra de manso nas
páginas abertas onde se afaga o conto
a terra sabe a água e quando aberta à
escrita pousa
dolente
no jardim que preenche as sílabas
cresce o murmúrio do vento no rodopio
das casas que escapam ao frenesim do
meu fogo amante
cuida das lembranças o tempo moço
-giuseppe mariotti.
..
.
de
gabriela rocha martins
[ (des)construção ] .-acordo devagar no ombrear do sonho
.
.
.
..................................................................................................30 de abril
levanto.me devagar e deixo os pés
sobre as águas que demoram o acordar
sei que o tempo de iniciar a manhã se
prolonga e eu no rodopio das horas
deixo.me pestanejar enquanto as vozes
se assenhoram do meu tempo de ir deva
gar demoro o momento onde tudo se
inicia e quando a tarde chega deixo.a
repousar no meu colo aberto à chuva
pestaneja o voo da ave que no beiral me
espreita e quando lhe lanço um olhar
mais avisado lança.se triunfante num
voar baixo
demora.se no meu ombro esquerdo e
se estendo a mão para a afagar
levanta voo aberta às nuvens
permaneço queda e o pensamento
percorre.me na sequência da ave
como evidência do tempo intacto on
de as imagens se projectam
junto.as à chegada da noite e após um
liquefeito abandono deposito.as na leve
carícia do meu a dorme'ser acordada
sonho com o voo liberto da ave e
quando a minha mão se estende em
vida prolongada é um diferente chilreio
que desliza no meu acordar de novo
ombreio o sonho no gosto a bom dia
-artur demchenko.
.
.
.
.
.
..................................................................................................30 de abril
levanto.me devagar e deixo os pés
sobre as águas que demoram o acordar
sei que o tempo de iniciar a manhã se
prolonga e eu no rodopio das horas
deixo.me pestanejar enquanto as vozes
se assenhoram do meu tempo de ir deva
gar demoro o momento onde tudo se
inicia e quando a tarde chega deixo.a
repousar no meu colo aberto à chuva
pestaneja o voo da ave que no beiral me
espreita e quando lhe lanço um olhar
mais avisado lança.se triunfante num
voar baixo
demora.se no meu ombro esquerdo e
se estendo a mão para a afagar
levanta voo aberta às nuvens
permaneço queda e o pensamento
percorre.me na sequência da ave
como evidência do tempo intacto on
de as imagens se projectam
junto.as à chegada da noite e após um
liquefeito abandono deposito.as na leve
carícia do meu a dorme'ser acordada
sonho com o voo liberto da ave e
quando a minha mão se estende em
vida prolongada é um diferente chilreio
que desliza no meu acordar de novo
ombreio o sonho no gosto a bom dia
-artur demchenko.
.
.
.
de
gabriela rocha martins
[ (des)construção ] .-afirmo.me pela negação
.
.
.
ser poeta é cumprir a Ausência
.
.
.
.
cansado do descompassado silêncio que
reveste as tardes púberes o poeta repousa
a cabeça entre memórias e circuncreve.se
a cabeça entre memórias e circuncreve.se
a uma ident idade onde se sabe obrigado à
escrita
sim
não há poeta que não escreva
- a escrita é a sua ascese –
assim como não há poeta que não sinta a
forma assenhorear.lhe os sentidos
( de facto )
entre o escrever e o sentir estabelece.se um fio
condutor igual ao que irmana o essencial e o formal
é possível conceber um poeta despido de pensar?
é possível imaginar uma escrita fora do verbo?
claro que não
a exegese concede ao poeta uma ident idade e um
direito
ser poeta é cumprir a Ausência
-kevin sloan.
. .
.
de
gabriela rocha martins
[ (des)construção ] .-hoje ,é necessário escrever o que penso
.
.
.
não contem comigo .demiti o silêncio
-christian tagliavini.
.
.
.
.
.
25 de abril...............................................................................................
agora sou eu que escrevo com uma folha
branca na mão e um cravo encarnado so
bre a secretária não vá ser necessário
riscar o verbo na primeira pessoa
- és tu que falas –
dizem.me do outro lado da página como
se necessário fosse uma voz de comando
em dia de celebrações
fora o som dos disparos não disparados
que me assola o corpo teria quase a certeza de
que a história é um hipotético ponto de coinci
dência entre o casuístico e o imprevisto
-livre arbítrio –
dirão os senhores dos manuais aos quais dis
ponho a minha desagradada falta de vontade
pelo formal quando os vejo sobrevoando um
território de palavras ocas e desprovidas de
qualquer significado inseridas num
estado de permanente esquizofrenia de que me
desassocio não vá o diabo tecê.las
um ruído contínuo torna.se cada vez mais níti
do e a deslocação dos corpos provoca no meu
campo visual um atrofismo de sentidos
-emparveci –
escondida por detrás de uma sílaba ou disfar
çada num claustro de inverosímeis verdades
onde a ignomínia dos senhores da selva que
tão convictos dos seus super EUS falam uma
linguagem muda só entendível pelos iguais
( enquanto ) nós
povo
entregues à metamorfose errática dos
entregues à metamorfose errática dos
seres
tornamo.nos voragens ou números finitos que
em flashes sobrepostos vamos consentindo o
roubo do tempo dos ideais dos sonhos e aos
loucos consentimos
o esvaziamento das memórias
rebanho caído na terra
habitamos a farsa o erro a corrupção
e
-sabendo porquê –
adoçamos o ninho de víboras que alimenta
a desumanização
não contem comigo .demiti o silêncio
.
.
.
de
gabriela rocha martins
O meu respeito por um homem de princípios e ideais
.
.
.
Licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1986, enveredou pela carreira de jornalista, passou pelo Expresso, foi repórter da revista Vida Mundial, além de cronista no Diário de Notícias e no semanário Sol.
.
.
.
.
.
Apesar de não partilhar os seus ideais políticos ,não posso deixar de prestar aqui ,em véspera do 25 de Abril ,o meu respeito por um HOMEM DE PRINCÍPIOS E DE IDEAIS - MIGUEL PORTAS.
"Miguel Portas faleceu esta tarde, aos 53 anos, vítima de cancro do pulmão.
O "fascínio pelas culturas do mediterrâneo levou-o a viajar e a conhecer profundamente esta região, sobre a qual escreveu dois livros e realizou um documentário."
"Encarou a sua própria doença como fazia sempre tudo, da política ao jornalismo: de frente e sem rodeios" - Bloco de Esquerda
Licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1986, enveredou pela carreira de jornalista, passou pelo Expresso, foi repórter da revista Vida Mundial, além de cronista no Diário de Notícias e no semanário Sol.
Detido pela PIDE aos 15 anos pela participação no Movimento Associativo dos Estudantes do Ensino Secundário de Lisboa, aderiu à União dos Estudantes Comunistas do PCP (1973), chegando à Comissão Central um ano depois.
Presidiu à Associação de Estudantes do Instituto Superior de Economia e coordenou o Secretariado da Reunião Inter-Associações. Abandonou o PCP em 1989, na sequência do primeiro processo de expulsões do partido desencadeado pela Perestroika. Entre 1990 e 1991 foi assessor do presidente da Câmara Municipal de Lisboa para as questões culturais e urbanísticas.
Foi um dos fundadores da Plataforma de Esquerda, dissolvida dois anos depois.
Em 1994 cria a Política XXI, que agrupava membros da Plataforma de Esquerda, do MDP e independentes das manifestações contra às propinas no ensino superior. A Política XXI foi uma das formações, juntamente com PSR, UDP e independentes, que deu origem ao Bloco de Esquerda (BE), em 1999.
No BE foi cabeça de lista às eleições europeias, em 1999, obtendo 1.74% dos votos e candidato à Câmara Municipal de Lisboa, em 2001. Foi eleito ao Parlamento Europeu, em 2004, com 4.92% e reeleito, em 2009, com 10.73%, elegendo três eurodeputados. É membro da Comissão de Orçamento e vice-presidente Comissão Especial do Parlamento Europeu para a Crise Financeira, Económica e Social.
Miguel de Sacadura Cabral Portas nasceu em Lisboa a 1 de Maio de 1958, filho do arquitecto Nuno Portas e da economista Helena Sacadura Cabral. É irmão de Paulo Portas e de Catarina Portas. Miguel Portas faleceu hoje ao final da tarde vítima de cancro no pulmão, doença que lhe tinha sido diagnosticada em 2010."
Um abraço já com saudade ,Miguel !
.
.
de
gabriela rocha martins
Assinar:
Postagens (Atom)




















































